sexta-feira, 4 de abril de 2008

A elegância no comportamento

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância no comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma, nem fotógrafos por perto.É uma elegância desobrigada. É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam. Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca. É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas. Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. É possível detectá-la em pessoas pontuais. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está. Oferecer flores é sempre elegante. É elegante não ficar espaçoso demais. É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro. É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. É elegante retribuir carinho e solidariedade. Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto. Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado que acha que com amigo não tem que ter estas frescuras. Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é que não irão desfrutá-la. Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura!
    
{Martha Medeiros}

segunda-feira, 17 de março de 2008

A grandeza do mar


Você sabe por que o mar é tão grande? Tão imenso? Tão poderoso? É porque teve a humildade de colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios. Sabendo receber, tornou-se grande. Se quisesse ser o primeiro, centímetros acima de todos os rios, não seria mar, mas sim uma ilha. Toda sua água iria para os outros e estaria isolado. A perda faz parte. A queda faz parte. A morte faz parte. É impossível vivermos satisfatoriamente. Precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer. Impossível ganhar sem saber perder. Impossível andar sem saber cair. Impossível acertar sem saber errar. Impossível viver sem saber viver. Se aprenderes a perder, a cair, a errar, ninguém mais o controlará. Porque o máximo que poderá acontecer a você é cair, errar e perder. E isto você já sabe. Bem aventurado aquele que já consegue receber com a mesma naturalidade o ganho e a perda, o acerto e o erro, o triunfo e a queda, a vida e a morte!
     
{Paulo Roberto Gaefke}
     
Retirado do livro "Quando é preciso viver".

terça-feira, 11 de março de 2008

Correr riscos

Rir é correr o risco de parecer tolo. Chorar é correr o risco de parecer sentimental. Estender a mão é correr o risco de se envolver. Expor seus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu. Defender seus sonhos e idéias diante da multidão é correr o risco de perder as pessoas. Amar é correr o risco de não ser correspondido. Viver é correr o risco de morrer. Confiar é correr o risco de se decepcionar. Tentar é correr o risco de fracassar. Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada. Há pessoas que não correm nenhum risco, não fazem nada, não têm nada e não são nada. Elas podem até evitar sofrimentos e desilusões, mas elas não conseguem nada, não sentem nada, não mudam, não crescem, não amam, não vivem. Acorrentadas por suas atitudes, elas viram escravas, privam-se de sua liberdade. Somente a pessoa que corre riscos é livre!
 
{Seneca}

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Selinhos e despedidas...


Recebi esse selinho super-fofo da Marcela {http://contapramarcela.blogspot.com/}, obrigada querida!
E vou repassá-lo para:
    
Tereza {http://www.canetavazia.blogger.com.br/}
(Marta) {http://martaentreparenteses.blogspot.com/}
Blau {http://blaubear.blogspot.com/}
B!ah {http://biahloveandmore.blogspot.com/}
Janete {http://www.sentimentosinsensatos.blogspot.com/}
    
Também recebi outros (que eu amei!) da Janete {http://www.sentimentosinsensatos.blogspot.com/}, como sempre, agradeço muito.
Vou repassá-los para todos que estão linkados no meu blog.




Para terminar, tenho que infelizmente dizer que vou me distanciar do blog e não vou poder postar com frequência, já que as minhas aulas do cursinho começaram. Esse ano, o meu principal objetivo é passar no vestibular. Finalmente decidi que quero fazer direito, então, me desejem sorte!
    
O meu blog vai continuar a disposição de quem quiser visitar e ler os textos. Amei conhecer todos vocês, mesmo que indiretamente, em especial Mary, Marcela, Marta e Blau. Enfim, sem excessões.
    
Um super-beijo e até breve!
    
{Tanmi}


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Se...

Se és capaz de manter a tua calma quando todo mundo em teu redor já a perdeu e te culpa, de crer em ti quando estão todos duvidando e para esses, no entanto, achar uma desculpa; se és capaz de esperar sem te desesperares, ou, enganado, não mentir ao mentiroso,ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares, e não parecer bom demais, nem pretensioso; se és capaz de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores; de pensar - sem que só a isso te atire; de, encontrando a desgraça e o triunfo, conseguires tratar da mesma forma a estes dois impostores; se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas em armadilhas as verdades que disseste e as coisas porque deste a vida, estraçalhadas, e refazê-las com o bem pouco que te reste; se és capaz de arriscar numa única parada tudo quanto ganhaste em toda a tua vida,e perder e, ao perder, sem nunca dizer nada, resignado, tornar ao ponto de partida; de forçar coração, nervos, músculos, tudo, a dar seja o que for que neles ainda existe,e a persistir assim quando, exaustos, contudo resta a vontade em ti, que ainda ordena: Persisti. Se és capaz de, entre a plebe não te corromperes; e, entre reis, não perder a naturalidade,e de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes; se a todos pode ser de alguma utilidade; se és capaz de dar, segundo por segundo, ao minuto fatal todo o valor e brilho. 'Tua é a terra com tudo o que existe no mundo. E - que ainda é muito mais - és um homem, meu filho. '
  
{Rudyard Kipling}

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Aprenda sempre...


Aprendi que se aprende errando; que crescer não significa fazer aniversário; que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem; que trabalhar não significa ganhar dinheiro; que sonhos estão aí para serem alcançados; que amigos a gente conquista mostrando quem somos; que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim; que a maldade se esconde atrás de uma bela face; que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela; que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada; que a natureza é a coisa mais bela na vida; que amar significa se dar por inteiro; que um só dia pode ser mais importante que muitos anos; que se pode conversar com estrelas; que se pode confessar com a lua; que se pode viajar além do infinito; que ouvir uma palavra de carinho faz bem a saúde; que dar um carinho também faz... que sonhar é preciso; que se deve ser criança a vida toda; que nosso ser é livre; que o julgamento alheio não é importante; que o que realmente importa é a paz interior. Não podemos viver apenas para nós mesmos. Mil fibras nos conectam com outras pessoas e por essas fibras nossas ações vão como causas e voltam pra nós como efeitos.
  
{Autor desconhecido}


Os mesmos sonhos,as mesmas falas
Gritos de liberdade que alguém deu
E aqueles olhos da menina envergonhada
Que de repente apareceu
Uma menina que não falava
Tão parecida como você e eu
Que não fazia mal uso das palavras
Mas se cansou dos sonhos que o mundo lhe vendeu
Tão diferente de se ver...

{Biquíni Cavadão}


19 aninhos hoje!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

A vida é o trem que passa...

A vida é o trem que passa. Os sonhos são os vagões, o amor é o maquinista; somos nós, a estação! Adquira seu bilhete, faça sua escolha. O trem vai seguindo continuadamente em cada vagão, o desejo de sua mente... Há também tristezas, desilusões... Com a passagem na mão, escolha! A viagem, se longa não sabemos. A bagagem é cada dia vivenciada. Mudar o rumo, podemos, sem mesmo saber da parada. A estação nunca pode estar vazia. Será sempre um passeio viver? Se sentar na janela, aprecie. Tudo é passagem, algo pode reter. Cada dia que passa é contagem regressiva. Viaje como se cada instante fosse único, cada olhar como se fosse o último. Respire fundo, o caminho é longo. Encontrará adversidades, tristezas, saudades, abismos, retas, curvas... Inúmeras serão as vezes que não veremos o que há além da curva, mas o percurso seguirá sonhando. A vida é uma viagem! Somos mutantes, somos passageiros, somos nuvens, somos fumaça. Por não saber decifrar o mapa da vida algumas vezes nos perderemos no trajeto. Mas, para quem sonha, nada é impossível; nunca se perde, sempre se encontra. Escute, ouça, é o apito de mais uma partida. Poderá estar partindo para novos lugares sem roteiros, sem destino, sem poente ou nascente. A direção é para a felicidade. Conduzirá e será conduzido. O maquinista sempre atento na história, na vida. De tudo que viver, uma coisa é certa: Não se canse da viagem, prossiga! Lute, grite, implore; mas não desista... Se cansar, acene, sorria. O maquinista não te deixará. Não hesite, não tema. Onde parar, um coração certamente o acalentará. A viagem prossegue... E sabendo onde quer ir vá seguro, você consegue. Sabendo sempre que vai valente sua viagem será eternamente... No vagão da primeira classe.
     
{Marillena S. Ribeiro}